19.1.10

sobre mudanças imutáveis


Tudo estava claro, como na música de Jimmy Cliff. Tão claro que ofuscava os olhos castanhos já surrados pelo sol e acostumados com a luz. Era realmente uma claridade diferentes das outras clarezas que ela já havia visto.

Até que o sol desapareceu. Não eram nuvens escuras, pesadas, sinômino de chuva. Eram nuvens brancas, mas que de qualquer forma, não a deixavam ver o sol.

Ela até tentou espantá-las com as mãos. Que tolice! Nuvens não podem ser pegas com as mãos. Elas escorregam entre os dedos e continuam por lá, como uma fumaça branca, mas que nem de longe sinalizam a paz.

Na verdade, essas nuvens são quase um S.O.S desesperado do subconsciente lembrando de que algo ainda está lá.


Pra onde foi a certeza da mudança? Como pode viver com os passos amarrados? Por que a nuvens simplesmente não passam e a canção não soa como um disco arranhado?




é que quando eu acho que mudei,



percebo que continuo no mesmo lugar.

18.1.10

sobre o planeta atlântida

e lá se foi mais um... passou rápido, mas ainda tô me recuperando da maratona.

Vou tentar escrever sobre os shows que assisti, mas por enquanto, ai vão os videos de algumas entrevistas.

















22.12.09

sobre os filmes da vida real

A minha comédia romântica preferida é "A Lot Like Love" ou em bom português, "De repente é amor". Eu já falei dela aqui no blog uma vez. - pra ler o post clica aqui!

Eles se conhecem, se apaixonam meio que à primeira vista, mas acabam se separando por uma série de coisas. No final, é claro, vivem felizes para sempre. Como uma boa, melosa e "CHATA" comédia romântica.


Eu sempre achei que esse tipo de coisa só acontecia com um "play" no dvd, até que minha vida virou um filme, muito bem roteirado, diga-se de passagem.

A protagonista, o mocinho e a antagonista, pra que seja uma digna comédia romântica com tudo que eu tenho direito por lei!

Tudo acontece rápido, complicado, mas simples ao mesmo tempo. Tudo contradiz com o que eu acreditei em toda a minha vida.

Eu dei com a cara na parede, mas não sangrou. Pelo menos não ainda. A porrada me fez acordar, enxergar o mundo enorme na frente dos olhos. Me deu coragem pra segurar o controle remoto de novo...


E dar o play no meu "a lot like love";


vai que "de repente é amor".

21.11.09

estou nadando com os golfinhos

Eu tenho uma dificuldade imensa de compartilhar com os outros as bandas que eu gosto, mas eu juro que estou me desapegando dessa mania boba, juro!

Uma das provas desse "desapego" são alguns posts aqui do blog como: Owl City, Robin Thicke, Cidadão Quem, Regina Spektor e esse de hoje.

Vou dividir com vocês o meu "xodó" da vez: Swimming with Dolphins!




O cara, Austin Tofte, é de Minnesota e faz um som mega parecido com o do Owl City, aliás, o Adam é quem produz com ele e os dois até já fizeram algumas apresentações juntos - olha eles ai.



O Austin diz tirar as inspirações pra músicas que escreve do oceano e das memórias de infância. Deve ser dai que vem o nome "Swimming with Dolphins" ou em bom português: "Nadando com os Golfinhos".

O ponto positivo da SWD, pra mim, é que o som é super fofo e as letras são bem legais. "Pajama Party", que é a minha favorita, por exemplo, conta um sonho que ele tem toda a noite com a mesma menina. - CUUUTE!




Já o ponto negativo é que ao vivo o cara deixa a desejar...





mas mesmo assim vale a pena baixar o EP "Ambient Blue" e escutar todas as músicas. É bem musiquinha pra você ouvir indo pra praia, na piscina, em casa...



Aqui vai o myspace e twitter do Austin!


HAVE FUN GUYS!

17.11.09

sobre não saber


"Muita calma agora!" - Ele grita na minha cabeça toda vez que eu tento avançar. É um grito tão convicto que eu paro e repenso a jogada.

"O caminho é perigoso!" - Ele me diz toda vez que eu penso estar certa do que fazer. Então eu paro e repenso o que penso ser certo.

"Essa não é hora!" - Ele me lembra toda vez que eu penso ser hora de arriscar. É tão convicto que eu paro e repenso se é mesmo a hora.

Eu paro e repenso. Eu paro...

E nunca é a hora. E nunca tem calma e sempre é perigoso.


Eu paro... repenso...



E paro.

24.10.09

sobre lançar a sorte

O jogo começa. São inúmeras as possibilidades e as fichas a serem apostadas. Você faz um movimento aqui, outro ali e... lá se vai a primeira ficha. Mas o que é um tiro errado pra quem tem muita munição?

E assim a partida segue. Alguns movimentos calculados e BINGO! Você ganhou fichas a mais para usar depois.

Mas essa vida de apostas, poucas vitórias e várias derrotas, acabam te desesperando por parecer não ter fim nunca. É hora de apostar pesado, levar o prêmio ou voltar pra casa.

Você se enche de coragem, a sorte está lançada. A roleta gira e quando para... DAMN! Número errado! E essa era a sua última aposta, a última carta na manga... você apostou tudo que tinha e perdeu.

Teoricamente, quem não tem mais fichas não joga, mas você precisa tentar mais uma vez, por isso, faz um "fiado" e consegue mais algumas fichas, aposta de novo e... YOU LOSE!

Depois da última derrota vem o período do questionamento: "Por que eu?" "O que eu fiz de errado?" Mas são só perguntas sem respostas.

No fim do jogo você está se sentindo fraco, por ter insistido mais um vez em algo perdido, burro, por ter insistido no erro, e com uma dívida enorme com você mesmo.

Se eu pudesse te dar um conselho, só um conselho, eu mandaria o filtro solar pra merda e te diria pra acreditar nos jogos perdidos. Te diria pra encerrar as apostas quando te restar apenas uma ficha na mãos.

Essa última sobrevivente pode ser a primeira de um novo jogo, mas nunca a cartada final de uma partida perdida.
Pois em um jogo perdido não há nada para ser feito...

mas uma ficha a mais para a aposta certa...


pode mudar todo o jogo.

22.10.09

and the winner is...

Siiiiim, já temos a ganhadora da Melissa Campana: Marina Saldanha da Silva Athayde!

Ela contou uma história super engraçada, quase trágica!

A Marina foi assaltada por duas meninas que queria levar as Melissas que ela tinha acabado de ganhar de Natal. Mas ela acabou sendo salva, adivinha por quem? PELA MÃE DAS ASSALTANTES, que levou as garotas pra casa pelas orelhas!

Parabééns, Marina!


E obrigada a todas que participaram, viu? :)