22.12.09

sobre os filmes da vida real

A minha comédia romântica preferida é "A Lot Like Love" ou em bom português, "De repente é amor". Eu já falei dela aqui no blog uma vez. - pra ler o post clica aqui!

Eles se conhecem, se apaixonam meio que à primeira vista, mas acabam se separando por uma série de coisas. No final, é claro, vivem felizes para sempre. Como uma boa, melosa e "CHATA" comédia romântica.


Eu sempre achei que esse tipo de coisa só acontecia com um "play" no dvd, até que minha vida virou um filme, muito bem roteirado, diga-se de passagem.

A protagonista, o mocinho e a antagonista, pra que seja uma digna comédia romântica com tudo que eu tenho direito por lei!

Tudo acontece rápido, complicado, mas simples ao mesmo tempo. Tudo contradiz com o que eu acreditei em toda a minha vida.

Eu dei com a cara na parede, mas não sangrou. Pelo menos não ainda. A porrada me fez acordar, enxergar o mundo enorme na frente dos olhos. Me deu coragem pra segurar o controle remoto de novo...


E dar o play no meu "a lot like love";


vai que "de repente é amor".

21.11.09

estou nadando com os golfinhos

Eu tenho uma dificuldade imensa de compartilhar com os outros as bandas que eu gosto, mas eu juro que estou me desapegando dessa mania boba, juro!

Uma das provas desse "desapego" são alguns posts aqui do blog como: Owl City, Robin Thicke, Cidadão Quem, Regina Spektor e esse de hoje.

Vou dividir com vocês o meu "xodó" da vez: Swimming with Dolphins!




O cara, Austin Tofte, é de Minnesota e faz um som mega parecido com o do Owl City, aliás, o Adam é quem produz com ele e os dois até já fizeram algumas apresentações juntos - olha eles ai.



O Austin diz tirar as inspirações pra músicas que escreve do oceano e das memórias de infância. Deve ser dai que vem o nome "Swimming with Dolphins" ou em bom português: "Nadando com os Golfinhos".

O ponto positivo da SWD, pra mim, é que o som é super fofo e as letras são bem legais. "Pajama Party", que é a minha favorita, por exemplo, conta um sonho que ele tem toda a noite com a mesma menina. - CUUUTE!




Já o ponto negativo é que ao vivo o cara deixa a desejar...





mas mesmo assim vale a pena baixar o EP "Ambient Blue" e escutar todas as músicas. É bem musiquinha pra você ouvir indo pra praia, na piscina, em casa...



Aqui vai o myspace e twitter do Austin!


HAVE FUN GUYS!

17.11.09

sobre não saber


"Muita calma agora!" - Ele grita na minha cabeça toda vez que eu tento avançar. É um grito tão convicto que eu paro e repenso a jogada.

"O caminho é perigoso!" - Ele me diz toda vez que eu penso estar certa do que fazer. Então eu paro e repenso o que penso ser certo.

"Essa não é hora!" - Ele me lembra toda vez que eu penso ser hora de arriscar. É tão convicto que eu paro e repenso se é mesmo a hora.

Eu paro e repenso. Eu paro...

E nunca é a hora. E nunca tem calma e sempre é perigoso.


Eu paro... repenso...



E paro.

24.10.09

sobre lançar a sorte

O jogo começa. São inúmeras as possibilidades e as fichas a serem apostadas. Você faz um movimento aqui, outro ali e... lá se vai a primeira ficha. Mas o que é um tiro errado pra quem tem muita munição?

E assim a partida segue. Alguns movimentos calculados e BINGO! Você ganhou fichas a mais para usar depois.

Mas essa vida de apostas, poucas vitórias e várias derrotas, acabam te desesperando por parecer não ter fim nunca. É hora de apostar pesado, levar o prêmio ou voltar pra casa.

Você se enche de coragem, a sorte está lançada. A roleta gira e quando para... DAMN! Número errado! E essa era a sua última aposta, a última carta na manga... você apostou tudo que tinha e perdeu.

Teoricamente, quem não tem mais fichas não joga, mas você precisa tentar mais uma vez, por isso, faz um "fiado" e consegue mais algumas fichas, aposta de novo e... YOU LOSE!

Depois da última derrota vem o período do questionamento: "Por que eu?" "O que eu fiz de errado?" Mas são só perguntas sem respostas.

No fim do jogo você está se sentindo fraco, por ter insistido mais um vez em algo perdido, burro, por ter insistido no erro, e com uma dívida enorme com você mesmo.

Se eu pudesse te dar um conselho, só um conselho, eu mandaria o filtro solar pra merda e te diria pra acreditar nos jogos perdidos. Te diria pra encerrar as apostas quando te restar apenas uma ficha na mãos.

Essa última sobrevivente pode ser a primeira de um novo jogo, mas nunca a cartada final de uma partida perdida.
Pois em um jogo perdido não há nada para ser feito...

mas uma ficha a mais para a aposta certa...


pode mudar todo o jogo.

22.10.09

and the winner is...

Siiiiim, já temos a ganhadora da Melissa Campana: Marina Saldanha da Silva Athayde!

Ela contou uma história super engraçada, quase trágica!

A Marina foi assaltada por duas meninas que queria levar as Melissas que ela tinha acabado de ganhar de Natal. Mas ela acabou sendo salva, adivinha por quem? PELA MÃE DAS ASSALTANTES, que levou as garotas pra casa pelas orelhas!

Parabééns, Marina!


E obrigada a todas que participaram, viu? :)

15.10.09

sobre o medo...

Ela nem sabe bem o porquê, mas só de pensar ela treme.

Se desarma, fica totalmente sem defesa e só de imaginar o que pode acontecer: treme.

Ela fica ansiosa. Quer falar, mas engole as palavras. Não consegue pensar em mais nada. Ela treme.


É raiva com insegurança. É medo com medo. É medo da verdade, da incerteza. É que talvez ela viva melhor com a incerteza. Talvez ela viva melhor com medo.

Talvez ela tenha se acostumado ao medo do medo. Talvez ela seja fraca demais para ser corajosa. Talvez ela nem saiba do que esta falando...


mas ela não sabe matar o vagalume


talvez, por medo.

30.9.09

uma palavrinha sobre [2]

Stéphanie Sokolinski, ou só SOKO.


A menina começou a carreira como atriz de filmes franceses (¬¬), até que surgiu a vontade de cantar uma música para trilha sonora de um desses filmes, então "nasceu" SOKO, a cantora, no final de 2006.

Esse nome não é um abreviação para o sobrenome Sokolinski, na verdade, é um trocadilho para NOT SOKUTE - not so cute - que também deu nome ao primeiro ep da menina.

A música mais famosa da Soko é "I'll Kill Her". A letra fala da famosa história de Ana, ama Pedro, que ama Maria, mas tem uma diferença: a frustração de "Ana" pelo romance não ter dado certo é tanta que ela quer vingança e promete matar a "loira burra e vagaba que o ex-futuro-namorado tá pegando".






A Soko é mais uma que se deu bem por causa da internet. Ela nem tem cd, mas já é sucesso em vários países.


O som é meio estranho, nada comercial e a voz da menina nem é lá essas coisas, mas sei lá, simpatizei, por isso, deixo a Soko como indicação aqui.

Gostou? então vai lá no
MySpace e escuta as outras músicas.

A minha favorita é essa: "I will never love you more". A letra é muito fofa!



27.9.09

a coisa boa dos dias de chuva

é que tu não tens vontade de sair, então arranja o que fazer em casa.

Eu costumo ficar ouvindo música, e o mais genial da música, pra mim, é que elas te transportam pra uma lembrança boa, dependendo da canção, tu lembras exatamente do cheio, do jeito... dá pra quase voltar no tempo.














essas são algumas das minhas boas canções.


elas são o meu teletransporte.


pra onde elas me levam? ai é outra história. Mas até daria de descobrir por aqui.

um dia eu te conto. (NOOOOOT)

23.9.09

conversa intramental


- O tempo não é bom na cidade quase maravilhosa, quase porque aqui não é lá. Apesar de parecer. Sabe como é, não faz tanto calor, aliás, faz frio demais, e ao invés de flores, traz chuva na primavera, e nada desabrocha, murcha.

- Mas que cidade sem vergonha, viu? Como pode alguém viver em um lugar como esse, onde faz frio quando deveria fazer calor e as flores murcham na primavera? Deve ser um lugar terrível!

- Não é não! É tranquilo, apesar de viver em constante guerra e a vista é bonita às 14:57 da tarde, se você conseguir chegar no mirante que fica na colina mais alta da cidade. Mas é quase impossível ir até lá, só existe um caminho, que precisa ser feito à pé, e a trilha é de cacos de vidro. Por isso, a maioria das pessoas se contenta com a vista cinza aqui de baixo.

- Como você pode viver em um lugar como esse?

- Eu não tenho escolha! Eu não posso deixar essa cidade, faz parte de mim. Eu aprendi a conviver com as dificuldades que ela me impõe. Eu não posso fazer nada.

- Não pode ou não quer?

- Talvez eu não queira.

- Vem comigo, eu te levo pra outro lugar!

- Eu não posso! Preciso ficar!

- Por quê? Você não é feliz aqui!

- Quem é você pra me dizer que eu não sou feliz?

- Quem é você pra me garantir que é feliz?


[ sobre se olhar no espelho e só pensar... ]

18.9.09

coisa de menina

Assistindo ao vídeo de 30 anos da Melissa, um milhão de lembraças voltaram na memória. Vai, que menina nunca passou um momento marcante da vida com uma sandália da Melissa no pé?

A primeira que eu ganhei foi uma transparente, que vinha com uma prancha pink com uma abelhinha.
Alguém lembra?


Bom, mas até chegar na minha primeira Melissa, tem um bocado de história... senta que lá vem.

Era uma vez uma menina louca por sapatos, que tinha uma mãe mais louca por sapatos ainda.

A mãe dessa menina tinha uma coleção enorme
de Melissas. Uma de cada cor. Uma pra combinar com cada roupa. Tinha rosa, laranja, azul, verde, vermelha, transparente...

A menina ficava encantada com as cores e, principalmente, com o cheiro. A favorita dela era a trasnparente, porque dava de usar com meias coloridas.

Como a menina ainda não tinha nenhuma daquelas sandalinhas fofas, ela usava as da mãe pela casa. Até que um dia... Uma caixa com a Melissinha transparente e a prancha cor-de-rosa a esperavam no quarto!


Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
Que felicidade, sasenhora! A pequena usava tanto que parecia que tinham colocado cola no pé e na sandália. Adorava, adorava, adorava.

Dai pra frente, a paixão pelas sandálias só aumentou. Depois da infância e da Melissa Aranha, na adolescência apareceu a Melissa de Salto. - sabe como é, né? ela estava ficando mocinha!

Com o salto, veio o primeiro "namorado", que ela conheceu usando Melissa, a primeira balada, usando M
elissa e tantas outras coisas legais... usando Melissa.

Aí você diz: "Ahhh, que exagero, Jô! Gostas tanto de Melissa assim?"


Quer uma prova?


e ainda estão faltando duas! todas lembram algo legal, e eu tenho certeza que você também tem uma história boa pra contar com uma Melissa, né?
Então conta
ela pra mim!

A mel
hor história leva uma Melissa Corallo pra casa, como essa da foto a baixo!Pra participar é só você me mandar a história por e-mail (jordana.pires@tvcom.com.br) e pronto! Fico esperando a sua história chegar na minha caixa de entrada, fechado?

valem os e-mail que chegarem até o dia 03/10!


boa história!

17.9.09

sobre não ter coração


Quando encontramos pessoas especiais pela nossa vida, vamos dividindo simbolicamente esse que nos bate quase no meio do peito. Um pedaço fica aqui, outro ali e quando vemos, quase não nos sobra nada.

Enquanto estão todos por perto, tudo bem, por mais que o coração não seja mais teu, ele está ali, ao teu alcance. Mas e quando é hora de partir? E quando chega a hora do desapego? Não tem jeito.


Não adianta chorar, sofrer, sentir esmagado, dolorido, o coração vai... E tu ficas aqui, vazia, é quase difícil de respirar. É tudo robótico, friamente calculado, sem vida... é só pulso.


Mas tu continuas, na esperança de um dia poder buscar teu coração, ou simplesmente visitá-lo e ver o quanto ele está bem, mesmo longe. Tu aprendes a conviver com a distância e passa a ser amiga da saudade. E ela passa a te machucar ainda mais.


Eu dividi meu coração uma centena de vezes, em algumas ocasiões eu o quis de volta, em outras eu simplesmente o deixei partir.


Hoje eu tenho corações em, pelo menos, três estados.



e eu sinto, profundamente, que chega a hora de revê-los.

12.9.09

uma palavrinha sobre

ADAM YOUNG!

Essa semana o @alexandrenickel me apresentou um tal de Adam Young, o cara tem um projeto chamado
OWL CITY, e eu fiquei completamente rendida. A primeira música que eu ouvi foi Fireflies - clica pra ouvir - do cd Ocean Eyes, e é totalmente apaixonante.

O Adam começou a fazer músicas porque tinha/tem insônia, isso no início de 2007, e jogou as composições no myspace e teve só... 5 MILHÕES DE ACESSOS!

A música mais conhecida do Owl City é "Hello Seattle" - essa foi a responsável pelo número exorbitante de visitas.


O cara também é super devoto de Jesus, mas não considera a música que faz Cristã, apesar de dizer: "a minha fé é minha maior inspiração". - então tá, Adam!

Mas o mais legal de tudo é que o Owl City não é aquele tipo de artista que tem duas músicas boas no cd e o resto é para encher faixa. Todo o álbum "Ocean Eyes" é bom, dá pra escutar todinho sem perceber, e já cantarolar as músicas de primeira.

Quem procura por boas novas canções, tá ai uma ÓTIMA dica.



pra baixar o cd, clica aqui!

8.9.09

senta que lá vem a história


Era uma vez uma menina de cabelos curtos, escuros e lisos, que vivia de all star, tinha uma queda terrível por bolinhas, xadrez e ainda tinha uma franja, que por sinal ela adorava.

Ela ouvia rock, mas também adorava hiphop, pop. Ela vivia muito bem, até que surgiu a moda EMO. Ai fodeu! Os "emos" passaram como furações e levaram todas as coisas dela. Sapatilhas, laços de cabelo, roupas, estampas, TUDO. E isso, sem que ela percebesse.

Até que então, em um belo dia de sol, enquanto ela se arrumava para a faculdade, a irmã dessa minha "amiga" passou por ela e falou: "Nossa, como tu tá emo!" Minha "amiga" respondeu: "Como eu tô o quê?", foi ai que ela ficou sabendo a qual classe pertencia a partir de agora.

No começo era chato e extremamente irritante SER rotulada de algo que ela sabia que não era, afinal, ela não se juntava com os amigos sábado à noite para chorar e os pulsos estavam em dia.

Mas mais irritante do que o rótulo, era o povo ter certeza de que podia descobrir as bandas e músicas que ela gostava pelo tênis ou blusa que vestia. A minha "amiga" até tentou mudar, mas não seria ela mesma. Foi ai que veio a grande ideia: ligar o foda-se!

A partir de então, ela passou a responder SIM para a pergunta mais temida: "TU ÉS EMO?" e o povo parou de encher o saco dela. Minha amiga voltou a viver FELIZ, com os pulsos sem nenhum corte, com as roupas que ela gostava de usar e as bandas que gostava de ouvir.

Uns dois anos se passaram e o SIM, SIM, SIM para a pergunta continuava, assim como as zuações, até que surgiram uns garotos coloridos.

Era a salvação divina, o fim de um ciclo. O início de uma vida de paz. O emo estava fora de moda, e voltou a ser SÓ um estilo musical. O "in" era ser HYPE, "pra frentex", ter calças coloridas e andar com as amigas/amigos como se fossem os power rangers. Enfim, LIBERDADE.

Esse é o começo de uma nova era. Acabou o tempo dos emos, baby, agora os "coloridos" é que serão zuados. Você que usa skinny e wayfarer colorido: PREPARE OS SEUS OUVIDOS! Nego não vai querer saber se você já se vestia assim antes das bandas cintilantes e nego também não vai querer saber se você ODEIA as bandas cintilantes.

Minha "amiga" vai te dar um conselho: se a moda agora é ser hype, continue sendo neon, zuado e feliz! Uma hora passa. Talvez apareçam outros mamonas e a moda vai ser pantufa na rua e chapéu de joker.


E, então, você será livre também.


ps: qualquer semelhança entre mim e a "minha amiga" - não - é mera coincidência!

2.9.09

garras invisíveis

Corre morro a cima e sente como se estivesse presa pela cintura à um elástico, que por sua vez, está preso ao pé do morro.

Corre com toda a força. Cansa, se arrasta, se agarra pra poder chegar ao topo mesmo que machucada. Se esforça, mas quando o morro parece chegar ao fim, ela é arremessada ladeira a baixo, como se estivesse em uma catapulta.

Ela escorrega e leva com ela todas as estacas que havia pregado para lhe ajudar na subida. Ela se vê em carne viva aos pés do morro novamente, mas não se importa. Não consegue se importar.

Então ela levanta e começa a pregar as estacas de novo. A queda foi tão alta que, da onde está, nem pode ver o topo, mas ela recomeça, como já teve que fazer umas três ou quatro vezes.


São as garras invisíveis que a mantém próxima.


São as coisas que ela não pode entender.

23.8.09

sobre a vírgula, o falar demais e o ponto final

Nunca fui muito boa com as palavras, frases de efeito e coisas do gênero, só fui aprimorar um pouco mais esse lado na faculdade. Pelo menos algo bom a publicidade e propaganda me trouxe. Acabei desenvolvendo um lado que eu não julgava bom.

Mas mesmo abolindo os erros dessa língua desgraçada que é o português, que agora mudou tudo e resolveu complicar a nossa vida de novo, as vírgulas sempre foram um grande trauma nos meus textos.

A paixão pela "pausa" era tanta que eu colocava a virgula em tudo que escrevia, ou seja, nunca terminava nada por completo. Pois sem o ponto final, deixamos a porta entreaberta, caso algo queira voltar.

E assim como nos textos, trouxe a vírgula pra muita coisa na minha vida, afinal, quem precisa de um ponto, aquele que acaba com todas as possibilidades, que encerra qualquer questão? Eu preciso.

Eu preciso dar final às minhas histórias, vontades, medos. Não dá pra ficar adiando tudo por muito tempo. Não dá pra ser sincero sempre. Nos dias de hoje não se pode ser transparente. NÃO SE PODE.

Acolhi o ponto, nos meus textos pelos menos, e descobri a força que ele tem em cada final de frase. Tirei as vírgulas clichês que remetiam-me à dúvida. Encerrei, conclui, finalizei e ponto.

Falta conseguir fechar portas no quesito vida. Aprender a dizer não e aprender a NÃO DIZER. Eu pago um preço alto por pensar em voz alta.

Eu pago um preço por não pontuar.



19.8.09

pode misturar

Pensamentos aleatórios sobre o prêmio multishow:

- Mallu Magalhães: agora não resta dúvida de que não é timidez, é retardo mental mesmo!

- Pitty: então era por isso (apresentação totalmente desafinada, roupa horrível e afins) que eu não gostava dela. GRAVAR!

- A Fernanda Torres é demais! mesmo meio perdida em algumas horas.

- O lance de misturar, meio estúdio Coca-Cola, funcionou em algumas horas, assustou em outras!

- Marisa Monte: Melhor cantora! (e alguém tinha dúvida disso?)

- a guria do Scracho melhor instrumentista? Ahh, tá! ano que vem quero concorrer. Vou tocar zabumba! (mesmo sem saber como)

- Ivete Sangalo: vergonha alheia!

- prêmio revelação pro Cine! Merecido. (mesmo o vocalista usando calças brancas e outro, acho que é o baixista, se passar nos agradecimentos e ficar no palco "sozinho").

- A Rita Lee é a melhor dos últimos tempos!

- O Jota Quest não levou NADA. Eu adorei!

- Nx Zero melhor CD? ¬¬

- A Fresno ter levado o prêmio de melhor grupo foi a surpresa mais legal de toda a festa.



#éoqueeuacho!

17.8.09

sabe o que me assusta?

Não gostar de praticamente NADA novo.

Aproveitei que cai da cama hoje, e fui escutar o som de uma menina que já tinham me falado há tempos:
Jullie. Alguém já ouviu?

Ela é uma tentativa frustrada de Katy Perry/Lily Allen brasileira. Sério, uma tentativa totalmente mal sucedida. A menina acabou parecendo a Kelly Key da Walt Disney. Aliás, ela já dublou alguns filmes da Disney.

A música de trabalho é "Alice" e o clipe... PQP o clipe!



Ai, eu tento não concordar com a entresafra de artistas legais, mas tô quase, quaaase me rendendo à essa afirmação.

Ai, eu tento ouvir artistas nacionais, eu tento, mas me deparo com coisas desse tipo, e me desanima.


[ juro que no próximo post vou falar de qualquer banda que eu goste. ]

10.8.09

e se esqueço quem eu fui

01:42:31 (****) - e tu, de coração, tá bonito?

01:42:31 Jô - tá batendo! pelo menos isso.

01:46:01 (****) - ahnnnn, que que tá acontecendo?

01:46:50 Jô - não aconteceu nada não. tá tão vazio que chega a ser chato!

01:48:59 (****) - po, jo! que porcaria isso, né?
01:49:04 (****) - tipo, quando o coração tá cheio, a gente quer paz. quando a gente tá em paz, a gente quer encher o coração. SACO!

01:49:53 Jô - é que a gente quer o coração cheio de algo bom e, quando tá vazio, ele pode se encher de saudade. e ai, nem sempre é bom!

01:50:37 (****) - é.

6.8.09

neon music

Eu queria falar sobre essa banda desde quando eu escutei o som pela primeira vez, acho que alguém me mandou o myspace deles pelo fotolog e de cara eu achei genial. Mas o estopim para esse post foi uma matéria que eu li esses dias sobre a nova banda da modinha: a Cine.

Se você nunca ouviu falar dos meninos, vale a pena separar um tempinho pra conhecer. É um som bem pra cima, lembra muito Breathe Carolina, HelloGoodbye e Metro Station. A única coisa que deixa a desejar são as letras extremamente bobas. O que os caras acertaram em melodia, produção e afins, eles cagaram em letra, mas sabe como é, nada pode ser perfeito nessa "crise musical" que alguns acreditam que estamos passando. - Há quem diga que rola uma entresafra na música. Não sei até onde concordo com isso, mas esse ponto é assunto pra outro post. -

Bom, mas o que acabou me chamando mais atenção, até mais do que o som da Cine, foi essa tal
entrevista que li esses dias e fiquei chocada com o vocalista. Que garoto arrogante e sem noção. Enquanto todos os outros se mostraram super simpáticos e tranquilos, esse tal de DH, se achava o casco da tortuguita. Sem brincadeira, alguém precisa salvar esse garoto e avisar que ainda não é hora de sair da casinha e achar que tem o rei na barriga. - se é que existe hora pra isso! -

E como se a arrogância não fosse o ponto mais alto/baixo da situação, o garoto ainda usa calça branca. TEM COISA MAIS BROXANTE QUE CALÇA BRANCA? Essas coisas me assustam.

Mas de qualquer forma, mesmo com a calça branca e o cabelinho de heman do vocalista, vale a pena ouvir o som da Cine. Os garotos foram muito espertos em se moldar para ocupar um lugar no mercado musical brasileiro que estava vazio. Enquanto neguinho lá fora já fazia sucesso com esse estilo eletro/rock há muito tempo, a gente nem sabia o que era um sintetizador e "wooa-wooa-o" nos refrões. Por isso, ponto pra Cine.

Quanto ao vocalista, um dia ele descobre que ser a última bolacha do pacote tem lá suas desvantagens. Quando você fica "cheio", nem chega a comer e ela acaba sobrando.


Fica a dica!



4.8.09

sobre crescer...


e entender o real significado da frase: "nem tudo que se quer é o que se tem". Sobre perceber que o nó no peito e a vontade de chorar, nem sempre são sintomas de um amor mal resolvido.

Sobre ter outras preocupações e responsabilidades que ultrapassam os trabalhos da faculdade e as contas pra pagar. Sobre não ver o tempo passar e se assustar quando, relembrando fatos, perceber que lá se foram dez anos.

Sobre os planos e sonhos futuros, que nem de longe são tão singelos quanto aqueles dos seus oito anos, quando esperava pelo natal para ganhar a super casa da barbie ou o mega drive.

Sobre ser feio parecer fraco. Sobre não poder chorar por qualquer motivo. Sobre não ter mais tardes no parquinho com o escorregador de concreto, que se não escorregasse exatamente pra esquerda, você arranhava a bunda.

Sobre ter vergonha de dizer o que sente e nem ter tempo para avaliar o que realmente sente. Sobre ver o mundo desabar e ser responsabilidade sua segurar tudo.

Sobre aprender a virar um super-herói, daquele que seu filho vai se orgulhar daqui há alguns anos, quando você tiver um filho. Sobre olhar para os seus pais e perceber o quanto não é fácil carregar esse personagem.

Sobre, de repente, tudo se tornar claro, transparente e luminoso. Como um letreiro em neon que te avisa que a hora é agora, as pessoas são essas e não há tempo para lamentações.

Sobre a seta que te indica o caminho certo...


Sobre a decisão de segui-la, ou não.

1.8.09

and the winner is...

Venho por meio desta lhe informar que você é o ganhador!

Você ganhou pela insistência no erro, pela burrice de não enxergar um palmo a frente do nariz e por ser a pessoa mais perturbada a passar por essa estrada. Você ganhou por querer demais, por achar demais e precisar demais.

Você ganhou por não saber perder, por não saber querer e nem sequer ligar. Você ganhou por achar que o mundo gira ao redor do seu umbigo, que a vida é um grande palco e que todos tem que te aplaudir.

Espero que desfrute do seu prêmio: todo o meu desprezo, pena e desapontamento. Ele será entregue em doses para que você possa apreciar ainda mais atentamente.

Logo eu, que joguei todas as fichas. Apostei que ganharia essa. Acreditei na mudança.


Tola de mim, que não enxerguei um palmo a frente do nariz, quis demais, achei demais, precisei demais, não soube perder, não soube querer e nem liguei.

O meu prêmio?

Esse eu terei a longo prazo!


e eu não me importo de esperar.

29.7.09

cuidado quando for falar de mim

Faz tempo que eu tô querendo falar da Pitty, mas sempre deixei pro próximo post, e acho que fiz bem. Eu iria destilar o veneno para depois ter que voltar atrás.

Sabe, eu não sou nem um pouco fã da Pitty - parte por um preconceito ridículo meu, que é achar que a maioria das mulheres não sabe cantar rock, e parte por pura picuinha mesmo - sempre achei o sotaque horrível, as músicas chatas, apesar de inteligentes. Nunca gostei de nada que ela fez. Até escutar "ME ADORA", a primeira música de trabalho do álbum Chiaroscuro.

Pela primeira vez na vida, na minha opinião, ela acertou em cheio em uma canção. Mas em cheio mesmo, daquelas que tu escuta e fala: "PQP! GENIAL!" e sai cantarolando de primeira.

A música tem uma levada super fofa, meio jovem guarda, com um clipe simples e lindo e uma letra foda - apesar de eu ter achado o "me acha foda", desnecessário naquele refrão - Realmente não tem como não gostar.

Li em uma matéria na internet que dizia que ela ficou preocupada, pois a criatividade/inspiração para compor novas músicas tinha sumido. Então, tirou três meses de férias e voltou com Chiaroscuro "pronto". Particularmente, espero que ela continue tirando férias na hora de compor as músicas pra os próximos cds.

Apesar da vontade de ouvir o disco, ainda nem procurei na internet pra ver se já vazou em algum lugar antes do lançamento. Até porque, muita calma nessa hora, por mais que eu tenha gostado de "me adora", o sotaque horrível continua lá - apesar da música ser tão legal que vira um mero detalhe - e não vou dar essa moral pra ela. Ainda não!

Mas se alguém já tiver o cd ai, coloca na rede e manda o link, ok?

é brincadeira! eu gostei mesmo, e por isso o post aqui. mas prefiro deixar isso registrado em letra de bula de remédio.






ps. aos meus amigos:. não, eu não recebi nada para escrever esse post, aliás, nunca recebi nada para escrever nesse blog, bem pelo contrário, às vezes saio perdendo!

22.7.09

não tá aqui não

Escutei a música "Pode Acreditar" do D2 na Atlântida ontem e pensei: "acho que o D2 desistiu de encontrar a batida perfeita".

É impossível, são sempre as mesmas rimas: "malandro é malandro", "conexão entre o morro e o asfalto"... Por isso conclui que se todas as músicas são iguais, logo, acabou a procura, pois quem procura/quer algo precisa experimentar e ele não sai dessa do morro, maconha e dos porcos fardados.

Alguém avisa que a batida perfeita foi a de "Qual é?", a música que lançou a "carreira solo", lá no VMB - que agora eu não lembro de qual ano. Ali sim ele surpreendeu, ficou todo mundo passado vendo a mistura do rap com samba. Da mistura perfeita. Tava ali a batida. Essa que ele tanto diz procurar.

Analisa comigo:







É IGUAL! Se a batida perfeita não está em uma, não vai estar na outra. É tão difícil entender/escutar isso? Faz algo diferente!!

Juro que o texto não tem nada a ver com a minha antipatia pelo D2. Virei a página na entrevista do Planeta, de tão querido, até esqueci do episódio de Blumenau. Mas se a próxima música vier procurando a "batida perfeita", mais uma vez, eu vou mandar pra ele o telefone de um barman super legal aqui de Floripa, vai que misturando as doses certas rola alguma coisa melhor, né?



Tá foda D2. Chega de tirar onda e faz alguma coisa.

21.7.09

any time at all

Esse sábado eu entrevistei o The Beats, que a a melhor banda BEATLE do mundo. Os caras são realmente muito parecidos, chega a dar um certo nervosismo.

O show é impecável, te surpreende em vários momentos. O cover é tão fiél que se tu fechares os olhos parece que estais ouvindo um dos cds dos Beatles. Vale muito a pena. É um viagem aos anos 60.

A minha matéria tá ai pra quem quiser ver e saber um pouco mais do The Beats!

20.7.09

would you know my name

É dia do amigo. Eu deveria estar te dando um abraço e agradecendo por tanta coisa boa que tu me trouxestes, mas ao invés disso, estou aqui sentindo saudades e, ironicamente, no teu dia, meu amigo, eu conto 365 que me passaram arrastados por questionar tanto a tua partida.

NADA vai me confortar. NADA vai me fazer entender. NADA vai fazer passar. NADA vai preencher o vazio que tu deixaste.

Eu espero que tu ainda possa sentir o amor que eu tenho por ti. E por mais que eu não possa te ouvir, eu sei que tu podes.

FELIZ DIA DO AMIGO!


da pessoa que mais sente a tua falta no mundo!



"hello, hello...
I don't know why you say goodbye
I say hello!"

[ Se algum dia alguém te disser que o tempo diminui a dor da perda, que o tempo cura, não acredite. Nada faz passar, nada cura. O tempo só aumenta a dor e a saudade. Pode acreditar. ]

17.7.09

Enquanto isso

em alguma igreja...


Só precisa assistir do 00:31 até 1:30 pra perceber a merda que ela fez.



"Quem não sabia disso levanta a mão!"





Eu, e a torcida do Flamengo, estamos aqui, com a mão levantada, e nos sentindo a ovelha negra do rebanho de Deus por sermos os últimos a saber que o dinheiro da crise mundial estava nas mãos do Real Madrid para a contratação do Kaká. Mas olha que ironia, ele foi contratado e a crise/o mundo/a gente continua na mesma merda.

Quando me mostraram isso na redação eu fiquei completamente envergonhada na frente do computador. Como alguém com o nível de instrução dessa garota me fala uma besteira dessa?

Espero que fiquei claro que o assunto aqui NÃO É RELIGIÃO. O assunto é burrice, gente sem bom senso, gente louca. Porque só se enquadrando em um desses três itens pra falar o que ela falou.

Vendo pelo ponto de vista da querida ali, realmente "Ele" foi muito justo mandando dinheiro pro futebol enquanto pessoas morrem por não ter o que comer e a gente se fode pra pagar as contas. E o mais hilário é: logo quem foi falar sobre a crise mundial! Ela realmente deve estar sentindo os efeitos.

O Kaká deveria dar uns supapos nela, ou cortar a mesada. Mas só deve ter mandado ela rezar dez Pai Nosso e dez Ave Maria como penitência.


Glória a Deus, Senhor!



Que absurdo!



Ahh, o Lula também não sabia de nada, mas isso nem é novidade!

16.7.09

estão testando os mais fortes


Tu vais sobreviver. Tens que sobreviver.



Te segura no que puderes!




Its testing the strong ones
Scaring the beautiful ones
It's holding the loved ones
One last time

15.7.09

É,

compreendi que não consigo lidar com essas coisas. Essas das quais eu entendo bem, mas lido mal. E se mal posso lidar com as minhas, quem dirá com as tuas.


Agora os passos são teus, eu fico pra trás.


"I know I'll be there at the end of the day"

Era o que eu costumava dizer.

Hoje não sei mais.

10.7.09

É clichê


dizer que dá pra ser feliz com as coisas simples, que dá pra sorrir com as coisas mais simples. Mas realmente dá. Te provo!

Olha isso: é tanta delicadeza, genialidade e inocência que fica impossível não se render por completo. Lembro do meu pai cantando pela casa quando eu era pequena, eu nem entendia o quão genial era, só achava legal porque cantavam "errado".




Queria poder expressar a felicidade que me consome quando escuto coisas como essa.

Aposto que depois de ouvir, sem querer, tu vais sorrir também!



E, gostando ou não do clichê, foi tão simples!

8.7.09

sem sopro, sem vento

A minha cabeça anda tão vazia, que me falta coragem para colocar as ideias pra fora. Me falta criatividade pra falar. Me falta vontade de agir.

Tenho medo do vazio. Sempre tive. E por ter medo demais, sempre andei lado a lado com ele. Vai entender.

Tão vazio. Tão sem graça. Tão sem nada de especial.

Tão nostálgica. Tão querendo voltar um ano. Tão, tão...


Tão sem fazer nada, e com tanta coisa pra fazer.



Tão sem verdade.

7.7.09

Já era, Alfie!

Nosso navio afundou!


Quando os grandes planos somem, é hora de se preocupar.


[ chegou a minha. ]

5.7.09

scream


Ela faz o que não pode, se comporta como não deve. Não pensa nas consequências e acelera no sinal amarelo. Faz cara de quem não gosta pra não admitir que adora. Perde as palavras quando deveria falar e escreve para não ficar muda.

É instável, alterna semanas de extrema euforia e outras de muito sono e indiferença. Anda lendo sobre florais. Dizem que funciona.

Tem a mania de começar a ver um disco pelo o que tem atrás do CD. Ali, onde encaixa. Fica chateada quando o fundo é preto, branco ou qualquer outra coisa sem nenhuma criatividade.

Ela se engana, tropeça. Levanta e cai de novo. Tem horas e situações que a fazem ficar um tempo sozinha no buraco, querendo que o mundo desabe mesmo. Sabe fazer um drama como ninguém, mas depois que essa fase passa, demora pra que outra venha. De passional à racional em trinta segundos.

Algumas vezes pede licença a consciência para que ela possa ser quem quer ser, que não conheça quem não quer conhecer e esqueça de quem quer esquecer. Surta pra se encontrar.


[ vem chegando a hora de sair da casinha. ]

2.7.09

Vai pra onde?

- Já nem sei mais, seu moço. Eu, que até ontem sabia exatamente onde queria estar, me pego questionando minhas vontades.

- Vai pra onde?

- Pra qualquer lugar. Tu vais pra onde?

- Você é do sul, né?

- E tem como esconder?

- Vai pra onde?

- Eu vou ficar aqui.

30.6.09

Sobre a certeza


Se você pensasse um pouco mais, se esperasse um pouco mais, se fizesse tudo com um pouco mais de calma, você conquistaria muito mais, não sofreria um tanto mais, saberia um pouco antes e me pouparia muito mais.

[ levantei e escolhi a estrada dos tijolos amarelos. Aquela que eu já deveria ter tomado tempos antes. ]

[ Acordei tranquila. Certa e completa. ]

25.6.09

e agora?


Agora todo mundo vai achar o cara genial, virar fã número um e colocar "black or white" no toque do celular. Ele não vai mais ser bizarro e dizer em alto e bom som que curte/curtiu Michael Jackson vai ser a coisa mais bonita do mundo.

É o que sempre acontece. É o que sempre vai acontecer. E me irrita.

O rei está morto. Pouco importa agora.


There is a place we'll go
Where there is mostly quiet
Flowers and butterflies
A rainbow lives beside it.

24.6.09

vou te contar

Ontem, em um lapso corajoso, questionei Tom Jobim em uma das músicas mais transparentes que já tinha ouvido:

"Fundamental é mesmo o amor? Ou é possível ser feliz sozinho?"

Nunca tinha "visto" a música por esse ângulo, o "questionador", sempre me entregava a melodia e me perdia em qualquer amor desiludido/platônico que eu já tivesse sentido. Mas ontem, muito p. da vida com algumas coisas que acontecem, questionei, e por alguns instantes realmente me vi com razão.

Por que é tão fundamental se apaixonar e encontrar a tampa da panela? Por que sentir falta das borboletas que de tão furiosas chegam a embrulhar o estômago? Por quê? Por quê? Por quê? Mil perguntas racionais me vieram a cabeça, e quando quase me convenci de que o amor é uma merda, a música chegou na parte em que Tom diz:

"Agora eu já sei da onda que se ergueu no mar e das estrelas que esquecemos de contar. O amor se deixa surpreender enquanto a noite vem nos envolver".

E o amor se fez fundamental pra mim outra vez. Ou melhor, retomei o pensamento de que ele te soma, te apresenta uma nova perspectiva da vida e, por mais que tu te enganes quanto ao "amor da tua vida", depois que passa, tu és uma nova pessoa. Te desmistifica e te surpreendes. É por ele que tu te curas, junta os cacos e, por estar impregnado na alma, te aprontas para outra.

Fundamental é mesmo o amor.

O resto é mar.

21.6.09

é mais ou menos

como um campo imenso coberto de flores. Quando tu encontras um deste, tens apenas o impulso de te jogar em meio as flores e te esquecer. Tu não pensas, só aproveitas o cheiro, as cores, a forma. São alguns minutos de plenitude e paz. Até a hora de partir.

Nesse campo, não cabe a ti cuidar de toda a imensidão florida - até porque cuidar de um vaso já é difícil, imagina de um campo inteiro. É preciso deixar que o tempo se encarregue de regar e cuidar para que toda a beleza continue lá quando voltares.

Só que quando tu voltas, encontras um campo podre, com as flores mortas e jogadas pelo chão. É uma sensação tão estranha pisar dentre aquele que já foi tão florido para ti e hoje é apenas terra morta.

Mas como depois de toda a calmaria sempre vem uma nova tempestade, a chuva cai. Cai e te mostra que as flores mortas servirão de adubo para que novas flores cresçam.

A vida recomeça.

[ Isso tudo foi só para dizer que certas coisas que acontecem e, às vezes nem encontramos explicação, só servirão de adubo para que tu acertes no futuro. As flores mortas te darão mais força para renascer e tentar de novo. E de novo, e de novo, e de novo... ]

[ meu jardim morto vai brotar novamente. ]

[ e as borboletas vão ressurgir. ]

14.6.09

minha calma vem da bahia

[ Hoje eu deixo o "Caê" falar por mim... Cantar por mim... ]



[ Tenho procurado uma música tão mais sincera que essa. ]




[ Amanhã eu escrevo o que eu realmente vim escrever aqui hoje e deixei pra lá. ]

12.6.09

excluir histórico de navegação

é o que se precisa fazer todas as vezes que queremos nos dar mais uma chance.

Seria tão mais fácil se houvesse o caminho "ferramentas - excluir histórico de navegação - excluir arquivos temporários".

Alguns cliques e pronto. Resolvido!


[ o frio chegou com tudo e eu só não congelo porque tenho três cobertores legais. ]
[ estaria mentindo se dissesse que não esperava isso de Porto Alegre. ]

[ e mentiria mais ainda se dissesse que estou gostando. ]

7.6.09

vergonha alheia [2]

Palmas para Macy Gray, que depois de duas hora de atraso, fez o pocket show mais pocket que eu já vi. Uma vergolheira que não acaba nas três músicas, ops, duas, porque uma foi playback, que ela cantou no show de ontem.

Antes de toda a palhaçada começar, nós já comentávamos a fama de doida que ela tem. Ainda arriscamos dizer que Macy é como uma Amy Winehouse "glamour", mas retiro essa frase, até a Amy mucho louca consegue ficar mais de dez
minutos no palco.

Quem saiu de casa ontem com aquele frio para ver o show da "Diva" do r&b, viu toda essa imagem de diva se desmontar. Eu fico pensando o que se p
assa na cabeça de uma mulher dessa. Por que fazer a porcaria do show se é pra fazer uma merda?

O fiasco de ontem foi um falta de respeito com todo mundo que estava ali, pagou o ingresso, lotou a casa, cantou em coro "I Try", que foi a música de número três -a que enc
errou o show- e pode ver a grande Macy Gray muito doida, -isso até não viria ao caso se ela tivesse feito o que tinha que fazer, mesmo porque nós já esperávamos isso- escorada no pedestal, ou nem conseguiria ficar em pé, com um "arranjo" bem do sem vergonha pra música de maior sucesso da carreira. QUE MERDA! - e esse não é o palavrão mais pesado que me veio na cabeça agora, não vou escrevê-los aqui, não por vergonha, até porque nada é tão mais vergonhoso do que essa porcaria de show.

E finalizo lembrando da última vergonha alheia que eu assisti: Macy só não fica na frente do Block Party , porque duas músicas foram ao vivo.

Mas mesmo com toda essa tristeza, alguém me pergunta: "Tá, mas e a voz? Ela canta pelo menos?" Eu te respondo: "Sim, a desgraçada canta!
".

Juro que essa foto eu não zoei no paint!

6.6.09


Ontem eu fui à estreia -agora sem acento, segundo a nova lei ortográfica- do filme "A Mulher Invisível" e voltei superhipermega positivamente surpresa.

O filme é uma comédia onde Pedro -Selton Mello- acha que tem a vida perfeita, com a mulher perfeita, até que toda essa perfeição desmorona. Então, o cara cai em uma baita depressão, não quer fazer mais nada da vida quando, de repente, bate a porta Amanda -Luana Piovanni- a vizinha nova, a mulher ideal para ele. Literalmente.

Depois que Pedro conhece a Amanda, a vida voltar a ter vida e tudo parece um sonho. É exatamente ai que as confusões começam e, claro, não vou contar aqui porque não teria graça nenhuma.

Deixando o enredo de lado, eu tenho que rasgar uma sedinha pro Selton Mello, que eu já gostava muito, mas nesse filme se superou demais. Já a Luana, que eu não gostava, me vez morder a língua com a atuação impecável. Aliás, não só os atores mandaram bem, a trilha é ótima, a arte é ótima, a direção. Não deixa nada a desejar para os filmes americanos.

Por isso, aproveita que hoje tá bem frio, encarar a balada é complicado, e vai para o cinema ver "Mulher Invisível". Eu não tenho dúvidas de que tu vais sair surpreendido com a mega produção nacional. Ahh, e o final é demais!

Eu recomendo mil vezes.



[ recomendei o cinema, mas, como eu já vi o filme, vou encarar o gelo para ir ao show da Macy Gray. Conto se foi tão legal quanto o longa depois. ]