15.11.10

tô com medo

de não saber mais escrever no blog, mas lá vai.

Há um tempo vinha ouvindo uma música extremamente chiclete na rádio, eu não sabia quem cantava e só conseguia cantarolar o "fuck yooou! OoOo".

Foi então que um amigo me mandou um link com uma pergunta: "Já ouvisse?". Eu abri o youtube e lá estava: CEE LO GREEN - FUCK YOU, era o cara da rádio, a música chiclete. Minha vida fez-se feliz de novo! - tá, exagero

Essa introdução toda foi só pra dizer que eu estou viciada na música e precisando compartilhar essa "alegria". - se tem alguém mais lento do que eu pra descobrir qual é a música:





Fuck You faz parte do álbum "Lady Killer", que foi lançado esse mês e que por sinal ainda não ouvi todo, porque não encontrei pra baixar, logo, me contento com o que tem pelo
myspace do cara. - pode me prender agora -

Mas, o que mais me chamou atenção é que ele, Cee Lo, é o cara que canta "Crazy", do Gnarls Barkley, lembra?





Diferente de Fuck You, não? Acho difícil alguém que de imediato associe os dois trabalhos.

O Gnarls Barkley é um projeto do Cee Lo e do Dj Danger Mouse, li duas histórias distintas sobre como os dois se conheceram, então, contarei as duas e você fica com a que mais lhe agradar.


Uma diz que Mouse conheceu o trabalho do Cee Lo através de uma parceria entre o Outkast e o Goodie Mob, que era um grupo de hiphop que ele (Cee Lo) fazia parte. - e eu não achei muito legal o som dos caras!





A segunda história é que o Dj Mouse abriu um dos shows do Goodie Mob e entregou uma fita para Cee Lo e pediu que, se ele tivesse interesse, entrasse em contato e... Cee Lo não retornou, pelo menos não de imediato, mas antes tarde do que nunca, sete anos depois, rola o Gnarls Barkley, parceria entre o Dj e Cee Lo.

Só que parece que o lance do Green (não o D2, o Cee Lo) é a carreira solo mesmo. Ele já tinha tentado uma vez em 2002, 2004, sem lançar nada com muita expressão, mas não há nada que o Crepúsculo e sua Saga não faça.

Esse ano, uma das músicas de Cee Lo entrou pra trilha do filme Eclipse: What Part of Forever...




e... eu acho que não fez muita diferença na verdade, mas deve ter ajudado para "The Lady Killer" vir bonito, já que em cinco dias Cee Lo Green teve mais de DOIS MILHÕES de visualizações da música no youtube.

pra terminar um ps, bem pequenininho...


ps: se alguém tiver o link do cd, me passa!


ps2: se eu parar de postar, é porque fui presa.


ps3: ou fiquei com preguiça de novo.

ps4: brincadeira, acabou mesmo!








24.6.10

tem alguém na linha

Era como um telefone ocupado. Sem linha, sem sinal, só ali, ocupado.

Ocupado com nada. Ocupado de um vazio gigantesco que engolia o que estivesse em volta. Ocupado de mente. Vazio de mente. Vaziamente.

Apertei o botão e procurei pela linha, mas a única coisa que escutei foi o interminável: "tu tu tu tu..."

E me senti cheia, cheia de "tu".



E onde era vazio, hoje tem tu.

17.6.10

perai

que eu tô voltando...


VIDA!

6.5.10

tenho

me procurado pelos cantos...



mas não encontrei.

26.4.10

Rise


Já era tarde quando tudo escureceu. A luz, que já entrava fraca pela fresta da cortina, de uma hora pra outra sumiu completamente. Era sinal da chuva que viria.

Ela saiu de casa para que pudesse ver melhor o temporal que se armava e se deixou molhar pela chuva. Era uma chuva de palavras que a enchiam de vontade, confiança.
Ela se banhou e acostumou-se com o temporal de palavras, que tinham ficado mais frequentes de um mês pra cá. Então, quando a chuva ameaçava vir, ela corria pra fora. Aquilo era revigorante e vital.

Depois de quase uma semana sem chover, parecia que mais um temporal estava a caminho. Ela se preparou e quando as primeiras gotas começaram a descer, não lhe caiam tão bem. Eram como granizo, a cada queda uma marca. Uma ferida.

Por que tantas perguntas? Tanta coisa que ela nem sabia responder.

Por que tantas perguntas? Talvez porque ela nunca havia sido questionada desse jeito.

"Por que as perguntas doem tanto?" - pensou ela, enquanto procurava algum abrigo.

Por que ter que responder agora, se ainda tem tanto caminho pra trilhar?

Por que dói mais vindo daí?

Por que falta a chuva de respostas e sobra a chuva que vem dos olhos?

Por que só a prova é o suficiente?


Porque se eu precisasse responder, eu diria: "se você tiver de andar um milhão de quilometros, eu esperarei um milhão de dias para te ver sorrir. através da distância e do tempo, eu estarei esperando".



mas o que vem dai,
eu já não sei.

19.1.10

sobre mudanças imutáveis


Tudo estava claro, como na música de Jimmy Cliff. Tão claro que ofuscava os olhos castanhos já surrados pelo sol e acostumados com a luz. Era realmente uma claridade diferentes das outras clarezas que ela já havia visto.

Até que o sol desapareceu. Não eram nuvens escuras, pesadas, sinômino de chuva. Eram nuvens brancas, mas que de qualquer forma, não a deixavam ver o sol.

Ela até tentou espantá-las com as mãos. Que tolice! Nuvens não podem ser pegas com as mãos. Elas escorregam entre os dedos e continuam por lá, como uma fumaça branca, mas que nem de longe sinalizam a paz.

Na verdade, essas nuvens são quase um S.O.S desesperado do subconsciente lembrando de que algo ainda está lá.


Pra onde foi a certeza da mudança? Como pode viver com os passos amarrados? Por que a nuvens simplesmente não passam e a canção não soa como um disco arranhado?




é que quando eu acho que mudei,



percebo que continuo no mesmo lugar.

18.1.10

sobre o planeta atlântida

e lá se foi mais um... passou rápido, mas ainda tô me recuperando da maratona.

Vou tentar escrever sobre os shows que assisti, mas por enquanto, ai vão os videos de algumas entrevistas.

















22.12.09

sobre os filmes da vida real

A minha comédia romântica preferida é "A Lot Like Love" ou em bom português, "De repente é amor". Eu já falei dela aqui no blog uma vez. - pra ler o post clica aqui!

Eles se conhecem, se apaixonam meio que à primeira vista, mas acabam se separando por uma série de coisas. No final, é claro, vivem felizes para sempre. Como uma boa, melosa e "CHATA" comédia romântica.


Eu sempre achei que esse tipo de coisa só acontecia com um "play" no dvd, até que minha vida virou um filme, muito bem roteirado, diga-se de passagem.

A protagonista, o mocinho e a antagonista, pra que seja uma digna comédia romântica com tudo que eu tenho direito por lei!

Tudo acontece rápido, complicado, mas simples ao mesmo tempo. Tudo contradiz com o que eu acreditei em toda a minha vida.

Eu dei com a cara na parede, mas não sangrou. Pelo menos não ainda. A porrada me fez acordar, enxergar o mundo enorme na frente dos olhos. Me deu coragem pra segurar o controle remoto de novo...


E dar o play no meu "a lot like love";


vai que "de repente é amor".

21.11.09

estou nadando com os golfinhos

Eu tenho uma dificuldade imensa de compartilhar com os outros as bandas que eu gosto, mas eu juro que estou me desapegando dessa mania boba, juro!

Uma das provas desse "desapego" são alguns posts aqui do blog como: Owl City, Robin Thicke, Cidadão Quem, Regina Spektor e esse de hoje.

Vou dividir com vocês o meu "xodó" da vez: Swimming with Dolphins!




O cara, Austin Tofte, é de Minnesota e faz um som mega parecido com o do Owl City, aliás, o Adam é quem produz com ele e os dois até já fizeram algumas apresentações juntos - olha eles ai.



O Austin diz tirar as inspirações pra músicas que escreve do oceano e das memórias de infância. Deve ser dai que vem o nome "Swimming with Dolphins" ou em bom português: "Nadando com os Golfinhos".

O ponto positivo da SWD, pra mim, é que o som é super fofo e as letras são bem legais. "Pajama Party", que é a minha favorita, por exemplo, conta um sonho que ele tem toda a noite com a mesma menina. - CUUUTE!




Já o ponto negativo é que ao vivo o cara deixa a desejar...





mas mesmo assim vale a pena baixar o EP "Ambient Blue" e escutar todas as músicas. É bem musiquinha pra você ouvir indo pra praia, na piscina, em casa...



Aqui vai o myspace e twitter do Austin!


HAVE FUN GUYS!

17.11.09

sobre não saber


"Muita calma agora!" - Ele grita na minha cabeça toda vez que eu tento avançar. É um grito tão convicto que eu paro e repenso a jogada.

"O caminho é perigoso!" - Ele me diz toda vez que eu penso estar certa do que fazer. Então eu paro e repenso o que penso ser certo.

"Essa não é hora!" - Ele me lembra toda vez que eu penso ser hora de arriscar. É tão convicto que eu paro e repenso se é mesmo a hora.

Eu paro e repenso. Eu paro...

E nunca é a hora. E nunca tem calma e sempre é perigoso.


Eu paro... repenso...



E paro.

24.10.09

sobre lançar a sorte

O jogo começa. São inúmeras as possibilidades e as fichas a serem apostadas. Você faz um movimento aqui, outro ali e... lá se vai a primeira ficha. Mas o que é um tiro errado pra quem tem muita munição?

E assim a partida segue. Alguns movimentos calculados e BINGO! Você ganhou fichas a mais para usar depois.

Mas essa vida de apostas, poucas vitórias e várias derrotas, acabam te desesperando por parecer não ter fim nunca. É hora de apostar pesado, levar o prêmio ou voltar pra casa.

Você se enche de coragem, a sorte está lançada. A roleta gira e quando para... DAMN! Número errado! E essa era a sua última aposta, a última carta na manga... você apostou tudo que tinha e perdeu.

Teoricamente, quem não tem mais fichas não joga, mas você precisa tentar mais uma vez, por isso, faz um "fiado" e consegue mais algumas fichas, aposta de novo e... YOU LOSE!

Depois da última derrota vem o período do questionamento: "Por que eu?" "O que eu fiz de errado?" Mas são só perguntas sem respostas.

No fim do jogo você está se sentindo fraco, por ter insistido mais um vez em algo perdido, burro, por ter insistido no erro, e com uma dívida enorme com você mesmo.

Se eu pudesse te dar um conselho, só um conselho, eu mandaria o filtro solar pra merda e te diria pra acreditar nos jogos perdidos. Te diria pra encerrar as apostas quando te restar apenas uma ficha na mãos.

Essa última sobrevivente pode ser a primeira de um novo jogo, mas nunca a cartada final de uma partida perdida.
Pois em um jogo perdido não há nada para ser feito...

mas uma ficha a mais para a aposta certa...


pode mudar todo o jogo.

22.10.09

and the winner is...

Siiiiim, já temos a ganhadora da Melissa Campana: Marina Saldanha da Silva Athayde!

Ela contou uma história super engraçada, quase trágica!

A Marina foi assaltada por duas meninas que queria levar as Melissas que ela tinha acabado de ganhar de Natal. Mas ela acabou sendo salva, adivinha por quem? PELA MÃE DAS ASSALTANTES, que levou as garotas pra casa pelas orelhas!

Parabééns, Marina!


E obrigada a todas que participaram, viu? :)

15.10.09

sobre o medo...

Ela nem sabe bem o porquê, mas só de pensar ela treme.

Se desarma, fica totalmente sem defesa e só de imaginar o que pode acontecer: treme.

Ela fica ansiosa. Quer falar, mas engole as palavras. Não consegue pensar em mais nada. Ela treme.


É raiva com insegurança. É medo com medo. É medo da verdade, da incerteza. É que talvez ela viva melhor com a incerteza. Talvez ela viva melhor com medo.

Talvez ela tenha se acostumado ao medo do medo. Talvez ela seja fraca demais para ser corajosa. Talvez ela nem saiba do que esta falando...


mas ela não sabe matar o vagalume


talvez, por medo.

30.9.09

uma palavrinha sobre [2]

Stéphanie Sokolinski, ou só SOKO.


A menina começou a carreira como atriz de filmes franceses (¬¬), até que surgiu a vontade de cantar uma música para trilha sonora de um desses filmes, então "nasceu" SOKO, a cantora, no final de 2006.

Esse nome não é um abreviação para o sobrenome Sokolinski, na verdade, é um trocadilho para NOT SOKUTE - not so cute - que também deu nome ao primeiro ep da menina.

A música mais famosa da Soko é "I'll Kill Her". A letra fala da famosa história de Ana, ama Pedro, que ama Maria, mas tem uma diferença: a frustração de "Ana" pelo romance não ter dado certo é tanta que ela quer vingança e promete matar a "loira burra e vagaba que o ex-futuro-namorado tá pegando".






A Soko é mais uma que se deu bem por causa da internet. Ela nem tem cd, mas já é sucesso em vários países.


O som é meio estranho, nada comercial e a voz da menina nem é lá essas coisas, mas sei lá, simpatizei, por isso, deixo a Soko como indicação aqui.

Gostou? então vai lá no
MySpace e escuta as outras músicas.

A minha favorita é essa: "I will never love you more". A letra é muito fofa!



27.9.09

a coisa boa dos dias de chuva

é que tu não tens vontade de sair, então arranja o que fazer em casa.

Eu costumo ficar ouvindo música, e o mais genial da música, pra mim, é que elas te transportam pra uma lembrança boa, dependendo da canção, tu lembras exatamente do cheio, do jeito... dá pra quase voltar no tempo.














essas são algumas das minhas boas canções.


elas são o meu teletransporte.


pra onde elas me levam? ai é outra história. Mas até daria de descobrir por aqui.

um dia eu te conto. (NOOOOOT)

23.9.09

conversa intramental


- O tempo não é bom na cidade quase maravilhosa, quase porque aqui não é lá. Apesar de parecer. Sabe como é, não faz tanto calor, aliás, faz frio demais, e ao invés de flores, traz chuva na primavera, e nada desabrocha, murcha.

- Mas que cidade sem vergonha, viu? Como pode alguém viver em um lugar como esse, onde faz frio quando deveria fazer calor e as flores murcham na primavera? Deve ser um lugar terrível!

- Não é não! É tranquilo, apesar de viver em constante guerra e a vista é bonita às 14:57 da tarde, se você conseguir chegar no mirante que fica na colina mais alta da cidade. Mas é quase impossível ir até lá, só existe um caminho, que precisa ser feito à pé, e a trilha é de cacos de vidro. Por isso, a maioria das pessoas se contenta com a vista cinza aqui de baixo.

- Como você pode viver em um lugar como esse?

- Eu não tenho escolha! Eu não posso deixar essa cidade, faz parte de mim. Eu aprendi a conviver com as dificuldades que ela me impõe. Eu não posso fazer nada.

- Não pode ou não quer?

- Talvez eu não queira.

- Vem comigo, eu te levo pra outro lugar!

- Eu não posso! Preciso ficar!

- Por quê? Você não é feliz aqui!

- Quem é você pra me dizer que eu não sou feliz?

- Quem é você pra me garantir que é feliz?


[ sobre se olhar no espelho e só pensar... ]

18.9.09

coisa de menina

Assistindo ao vídeo de 30 anos da Melissa, um milhão de lembraças voltaram na memória. Vai, que menina nunca passou um momento marcante da vida com uma sandália da Melissa no pé?

A primeira que eu ganhei foi uma transparente, que vinha com uma prancha pink com uma abelhinha.
Alguém lembra?


Bom, mas até chegar na minha primeira Melissa, tem um bocado de história... senta que lá vem.

Era uma vez uma menina louca por sapatos, que tinha uma mãe mais louca por sapatos ainda.

A mãe dessa menina tinha uma coleção enorme
de Melissas. Uma de cada cor. Uma pra combinar com cada roupa. Tinha rosa, laranja, azul, verde, vermelha, transparente...

A menina ficava encantada com as cores e, principalmente, com o cheiro. A favorita dela era a trasnparente, porque dava de usar com meias coloridas.

Como a menina ainda não tinha nenhuma daquelas sandalinhas fofas, ela usava as da mãe pela casa. Até que um dia... Uma caixa com a Melissinha transparente e a prancha cor-de-rosa a esperavam no quarto!


Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
Que felicidade, sasenhora! A pequena usava tanto que parecia que tinham colocado cola no pé e na sandália. Adorava, adorava, adorava.

Dai pra frente, a paixão pelas sandálias só aumentou. Depois da infância e da Melissa Aranha, na adolescência apareceu a Melissa de Salto. - sabe como é, né? ela estava ficando mocinha!

Com o salto, veio o primeiro "namorado", que ela conheceu usando Melissa, a primeira balada, usando M
elissa e tantas outras coisas legais... usando Melissa.

Aí você diz: "Ahhh, que exagero, Jô! Gostas tanto de Melissa assim?"


Quer uma prova?


e ainda estão faltando duas! todas lembram algo legal, e eu tenho certeza que você também tem uma história boa pra contar com uma Melissa, né?
Então conta
ela pra mim!

A mel
hor história leva uma Melissa Corallo pra casa, como essa da foto a baixo!Pra participar é só você me mandar a história por e-mail (jordana.pires@tvcom.com.br) e pronto! Fico esperando a sua história chegar na minha caixa de entrada, fechado?

valem os e-mail que chegarem até o dia 03/10!


boa história!

17.9.09

sobre não ter coração


Quando encontramos pessoas especiais pela nossa vida, vamos dividindo simbolicamente esse que nos bate quase no meio do peito. Um pedaço fica aqui, outro ali e quando vemos, quase não nos sobra nada.

Enquanto estão todos por perto, tudo bem, por mais que o coração não seja mais teu, ele está ali, ao teu alcance. Mas e quando é hora de partir? E quando chega a hora do desapego? Não tem jeito.


Não adianta chorar, sofrer, sentir esmagado, dolorido, o coração vai... E tu ficas aqui, vazia, é quase difícil de respirar. É tudo robótico, friamente calculado, sem vida... é só pulso.


Mas tu continuas, na esperança de um dia poder buscar teu coração, ou simplesmente visitá-lo e ver o quanto ele está bem, mesmo longe. Tu aprendes a conviver com a distância e passa a ser amiga da saudade. E ela passa a te machucar ainda mais.


Eu dividi meu coração uma centena de vezes, em algumas ocasiões eu o quis de volta, em outras eu simplesmente o deixei partir.


Hoje eu tenho corações em, pelo menos, três estados.



e eu sinto, profundamente, que chega a hora de revê-los.

12.9.09

uma palavrinha sobre

ADAM YOUNG!

Essa semana o @alexandrenickel me apresentou um tal de Adam Young, o cara tem um projeto chamado
OWL CITY, e eu fiquei completamente rendida. A primeira música que eu ouvi foi Fireflies - clica pra ouvir - do cd Ocean Eyes, e é totalmente apaixonante.

O Adam começou a fazer músicas porque tinha/tem insônia, isso no início de 2007, e jogou as composições no myspace e teve só... 5 MILHÕES DE ACESSOS!

A música mais conhecida do Owl City é "Hello Seattle" - essa foi a responsável pelo número exorbitante de visitas.


O cara também é super devoto de Jesus, mas não considera a música que faz Cristã, apesar de dizer: "a minha fé é minha maior inspiração". - então tá, Adam!

Mas o mais legal de tudo é que o Owl City não é aquele tipo de artista que tem duas músicas boas no cd e o resto é para encher faixa. Todo o álbum "Ocean Eyes" é bom, dá pra escutar todinho sem perceber, e já cantarolar as músicas de primeira.

Quem procura por boas novas canções, tá ai uma ÓTIMA dica.



pra baixar o cd, clica aqui!

8.9.09

senta que lá vem a história


Era uma vez uma menina de cabelos curtos, escuros e lisos, que vivia de all star, tinha uma queda terrível por bolinhas, xadrez e ainda tinha uma franja, que por sinal ela adorava.

Ela ouvia rock, mas também adorava hiphop, pop. Ela vivia muito bem, até que surgiu a moda EMO. Ai fodeu! Os "emos" passaram como furações e levaram todas as coisas dela. Sapatilhas, laços de cabelo, roupas, estampas, TUDO. E isso, sem que ela percebesse.

Até que então, em um belo dia de sol, enquanto ela se arrumava para a faculdade, a irmã dessa minha "amiga" passou por ela e falou: "Nossa, como tu tá emo!" Minha "amiga" respondeu: "Como eu tô o quê?", foi ai que ela ficou sabendo a qual classe pertencia a partir de agora.

No começo era chato e extremamente irritante SER rotulada de algo que ela sabia que não era, afinal, ela não se juntava com os amigos sábado à noite para chorar e os pulsos estavam em dia.

Mas mais irritante do que o rótulo, era o povo ter certeza de que podia descobrir as bandas e músicas que ela gostava pelo tênis ou blusa que vestia. A minha "amiga" até tentou mudar, mas não seria ela mesma. Foi ai que veio a grande ideia: ligar o foda-se!

A partir de então, ela passou a responder SIM para a pergunta mais temida: "TU ÉS EMO?" e o povo parou de encher o saco dela. Minha amiga voltou a viver FELIZ, com os pulsos sem nenhum corte, com as roupas que ela gostava de usar e as bandas que gostava de ouvir.

Uns dois anos se passaram e o SIM, SIM, SIM para a pergunta continuava, assim como as zuações, até que surgiram uns garotos coloridos.

Era a salvação divina, o fim de um ciclo. O início de uma vida de paz. O emo estava fora de moda, e voltou a ser SÓ um estilo musical. O "in" era ser HYPE, "pra frentex", ter calças coloridas e andar com as amigas/amigos como se fossem os power rangers. Enfim, LIBERDADE.

Esse é o começo de uma nova era. Acabou o tempo dos emos, baby, agora os "coloridos" é que serão zuados. Você que usa skinny e wayfarer colorido: PREPARE OS SEUS OUVIDOS! Nego não vai querer saber se você já se vestia assim antes das bandas cintilantes e nego também não vai querer saber se você ODEIA as bandas cintilantes.

Minha "amiga" vai te dar um conselho: se a moda agora é ser hype, continue sendo neon, zuado e feliz! Uma hora passa. Talvez apareçam outros mamonas e a moda vai ser pantufa na rua e chapéu de joker.


E, então, você será livre também.


ps: qualquer semelhança entre mim e a "minha amiga" - não - é mera coincidência!